O Estacionamento Rotativo Pago (Rapidinho) de Santa Cruz do Sul arrecadou R$ 2,55 milhões em 2022. O valor é inferior aos R$ 2,58 milhões de 2021, mas houve redução das despesas, na ordem de R$ 200 mil. O serviço, administrado no município pelo Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (Consepro), é responsável por 42 quadras da Zona Azul no Centro e vive indefinição sobre o futuro, tendo em vista a intenção da Prefeitura de realizar licitação para conceder a operação à iniciativa privada.
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Em entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9, o presidente do Consepro, Guido Hermes, informou que houve a emissão de 866 mil advertências por não pagamento de débitos, das quais 543 mil foram pagas. O número representa uma inadimplência de 37%, menos do que a média de 45% dos anos anteriores. “Houve um acréscimo em 2022 e nós conseguimos cumprir com todas as demandas de colaboradores, impostos e tudo mais que havia sido programado.”
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Em função do processo de licitação e da iminente possibilidade de transferência da operação para a empresa vencedora, Hermes ressaltou que o Consepro reduziu os investimentos nos órgãos de segurança pública. O objetivo é deixar todas as obrigações trabalhistas em dia e acumular recursos para pagar as rescisões dos colaboradores quando a concessão for encerrada. Acerca da melhoria da inadimplência e dos resultados positivos, o presidente do Consepro acredita que são reflexos da retomada da economia pós-pandemia e da conscientização dos usuários, bem como facilidade de pagamento por meio do aplicativo.
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A redução no investimento foi de R$ 25 mil, caindo de R$ 70 mil em 2021 para R$ 45 mil em 2022. Hermes chamou a atenção para o fato de que não há reajuste das tarifas praticadas pelo Rapidinho há cinco anos. “Nesse período, o dissídio dos funcionários foi de 31,8%. Junto dos salários, cresceu também o gasto com Fundo de Garantia, férias e 13º salário.” O conselho chegou a solicitar à Prefeitura a correção dos valores no início deste ano, mas, segundo Hermes, não houve retorno até o momento.
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“Há um acúmulo maior de despesas por parte da entidade para cumprir com as suas obrigações, mas nesse período nós não tivemos nenhum reajuste, então fica complicado investir e deixar os colaboradores para trás”, disse. Atualmente, o Rapidinho tem 27 fiscais e três monitoras. Esse número já chegou a ser de 50 profissionais, que com a redução passaram a cuidar de duas quadras cada um.
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No dia 18 de abril, a Prefeitura de Santa Cruz do Sul renovou o contrato do Rapidinho com o Consepro por mais seis meses. O Município tem 30 dias para comunicar se houve avanço na licitação ou não. Caso não haja, o novo contrato vale até outubro deste ano. Guido Hermes afirma que se trata de uma situação delicada, pois é mais meio ano de encargos trabalhistas com os funcionários, de modo que a redução nos investimentos e a preparação para as rescisões deverão se manter.
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*Colaborou Maria Regina Eichenberg
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