Os quatro presos pela morte do médico santa-cruzense Gabriel Rossi, de 29 anos, se tornaram réus no processo que investiga o assassinato. A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul foi acolhida pelo juiz Ricardo da Mata Reis nessa segunda-feira, 28. Com efeito, os acusados viram réus no processo e responderão por homicídio qualificado consumado, tortura e furto qualificado. Sendo assim, o processo será julgado pelo Tribunal do Júri.
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Na ação penal, em que se apresenta a denúncia em desfavor de Bruna Nathália de Paiva, Gustavo Kenedi Teixeira, Keven Rangel Barbosa e Guilherme Augusto Santana, o MP entendeu que o crime foi perpetrado mediante dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima, “uma vez que Gabriel foi atraído até o local onde se encontravam os algozes, em superioridade numérica, rendido com as armas de pressão e imobilizado”.
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O Ministério Público alegou, ainda, que os denunciados Guilherme, Keven e Gustavo, agiram a mando e sob as coordenadas da ré Bruna, todos previamente em combinação, e após terem torturado Gabriel, subtraíram um aparelho celular Iphone 11 para ficar sob a posse de Bruna.
Crime planejado
De acordo com as investigações, o médico a mandante se conheciam há algum tempo e estavam envolvidos em um esquema ilícito, caracterizados como golpes de transações bancárias. Em determinado momento, a situação resultou em uma divergência decorrente de uma dívida da denunciada para com a vítima, no valor de R$ 500. mil.
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Ao que se apurou, Bruna não estava disposta a repassar o valor cobrado pelo médico, que ameaçou entregar o esquema criminoso, pois tinha elementos para tanto. Assim, temendo ser descoberta, a acusada tomou a decisão de matar Gabriel. Nessa linha, contratou os três homens, todos residentes da cidade de Pará de Minas, Minas Gerais. Dessa forma, premeditou o delito, elaborou uma trama criminosa complexa, a qual acompanharia de perto, para garantir o sucesso do crime.
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