José Augusto Borowsky

Memória: antes das tipuanas, plátanos e cinamomos ocupavam a Marechal Floriano

A arborização dos espaços públicos, em especial as calçadas, causa divergências há anos em Santa Cruz. Polêmica semelhante à referente às tipuanas da Rua Marechal Floriano já havia ocorrido em 1945.
O leitor Leomar Ernesto Bulow nos encaminhou foto de 1926 do Banco Pelotense (hoje Casa das Artes Regina Simonis) onde aparece a esquina da Floriano com a Júlio de Castilhos, trecho em remodelação. Ela revela as calçadas com árvores de pequeno porte, gerando pouca sombra. E na esquina onde agora fica o Quiosque, aparece o tronco de um plátano.

Em 1920, quando foi construído o primeiro Quiosque no centro da Praça Getúlio Vargas, foram plantados plátanos e cinamomos no seu entorno. Eles iam até a beira calçada, com muita sombra. Em agosto de 1945, o prefeito Willy Carlos Fröhlich anunciou a remodelação do logradouro e retirou as árvores.

A medida foi questionada, e ele explicou que aquela quadra seria arborizada com tipuanas e precisaria haver uma harmonia entre as plantas. Também justificou que as raízes dos cinamomos e plátanos prejudicavam o passeio público, o que não ocorreria com as tipuanas, cujas raízes maiores se desenvolviam para o fundo da terra. 

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Em 29 de novembro de 1994, ocorreu outro embate. A presença de insetos em quatro ou cinco tipuanas fez com que a Prefeitura determinasse a dedetização de todo o Túnel Verde. O trabalho estava por iniciar quando o vereador e ambientalista José Alberto Wenzel interferiu. Segundo ele, mesmo que o produto que seria  usado fosse considerado seguro para as pessoas, a grande quantidade exigida para pulverizar todas as árvores poderia causar danos à saúde.

Após muita discussão, a medida foi suspensa. O prefeito Edmar Hermany alertou que quaisquer danos que os insetos pudessem causar ao Túnel Verde seriam de responsabilidade de Wenzel. Dias depois, optou-se pela aplicação do veneno apenas nas tipuanas infestadas.

Pesquisa: Arquivo da Gazeta do Sul

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Ricardo Gais

Natural de Quarta Linha Nova Baixa, interior de Santa Cruz do Sul, Ricardo Luís Gais tem 26 anos. Antes de trabalhar na cidade, ajudou na colheita do tabaco da família. Seu primeiro emprego foi como recepcionista no Soder Hotel (2016-2019). Depois atuou como repositor de supermercado no Super Alegria (2019-2020). Entrou no ramo da comunicação em 2020. Em 2021, recebeu o prêmio Adjori/RS de Jornalismo - Menção Honrosa terceiro lugar - na categoria reportagem. Desde março de 2023, atua como jornalista multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações, em Santa Cruz. Ricardo concluiu o Ensino Médio na Escola Estadual Ernesto Alves de Oliveira (2016) e ingressou no curso de Jornalismo em 2017/02 na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Em 2022, migrou para o curso de Jornalismo EAD, no Centro Universitário Internacional (Uninter). A previsão de conclusão do curso é para o primeiro semestre de 2025.

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