O fluxo de pessoas em frente à sede do 7º Batalhão de Infantaria Blindado (7º BIB) foi intensificado no fim de semana. A mobilização foi agregada por pessoas de diferentes cidades do Vale do Rio Pardo, que registram a inconformidade com o desenrolar do processo eleitoral, que foi encerrado no dia 30 de outubro, com o resultado do segundo turno da eleição presidencial.
De tempo em tempo, os participantes entoam o Hino Nacional e outros, como o Hino à Bandeira. A propósito, o pavilhão nacional está em todas as partes. Pode ser visto em tamanho gigante, no alto de um guindaste; menores, sendo carregado pelo público; e nos veículos, como durante as eleições.
“Estamos fazendo uma manifestação pelo Brasil, porque estamos preocupados. Queremos uma resposta convincente; estamos revoltados e indignados como o país chegou a esse ponto”, diz o empresário rio-pardense Douglas Herzog.
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Ele acrescenta que o questionamento vem desde a legitimação da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva até a votação. “Tudo é suspeito e não houve nenhuma resposta sobre as dúvidas em relação ao processo eleitoral. Queremos uma resposta urgente”, relata. Entre os pedidos dos manifestantes está o de que as Forças Armadas orquestrem uma intervenção federal. “Queremos fortalecer a democracia. Quando há questionamento é sinal de que a democracia está ameaçada e, fora das instituições convencionais, é o Exército o poder moderador, que pode nos trazer resposta”, afirma a social media Suelen Noronha.

Também rio-pardense, Suelen entende que a apuração dos votos deveria ser de forma mais transparente. “A contagem tem que ser pública e não entre poucos representantes de partidos. Não tivemos a liberação do voto impresso, nos resta ir para as ruas”, reforça.
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Ambos destacam o fato de que se trata de um movimento de participação orgânica, ou seja, em que não há uma liderança. O fato da maior parte ser de apoiador do presidente Jair Bolsonaro faz com que atentem à orientação dada, tanto em pronunciamento como em vídeo divulgado pelas redes sociais, em que pede para que não ocorram interrupções das vias públicas. “Aqui, na frente do Exército, é o local mais seguro que temos para demonstrar nossa insatisfação. Exemplo é que meu estabelecimento foi apedrejado. Aqui, estamos seguros, e temos pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos”, frisa Herzog.
Eles preparam-se para a sequência das manifestações, com a confiança de que haverá maior adesão a partir da instalação de uma “greve nacional”. Pelas redes sociais, a divulgação desse mecanismo de protesto indica que começará nesta segunda-feira, 7. “Muitos têm falado em aderir; alguns, para cumprir contratos, devem trabalhar mas com as portas fechadas”, explica Herzog.
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