O ator Harrison Ford era um garotão de 39 anos quando Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida entrou em cartaz, em 1981, como um dos maiores acontecimentos culturais e artísticos daquele ano, no começo da mágica década de 80. A importância daquele feito, a partir do roteiro de George Lucas e da direção, seguríssima, de Steven Spielberg (que, por sinal, era ainda mais jovem, da altura de seus 34 anos), pode ser medido pela longevidade da trama e por seu apelo.
Mais de quatro décadas se passaram até que, agora, o quinto e (anunciado como tal) último da série chegasse aos cinemas de todo o mundo. Como protagonista, um ídolo com o dobro da idade daquele garoto de 1981. Mas, para salientar a magia que cerca essa jornada, Indiana Jones e a Relíquia do Destino, título deste quinto filme, traz intacta a parceria entre o trio Ford (aos 80 anos), Lucas e Spielberg. Esses dois agora recuaram para o papel de produtores, enquanto o cineasta James Mangold responde pela direção.
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Essa franquia é uma das mais populares da história do cinema. Em bilheteria, o quarto, Indiana Jones e o Reino de Cristal, de 2008, foi, de forma disparada, o mais bem-sucedido, arrecadando US$ 790 milhões. Na verdade, este somou mais do que os dois primeiros juntos, o de 1981 e o de 1984, Indiana Jones e o Templo da Perdição, que obtiveram US$ 389 milhões e US$ 333 milhões, respectivamente. E o terceiro da série, Indiana Jones e a Última Cruzada, de 1989, faturou US$ 474 milhões.
Ou seja, essa aventura rendera em torno de US$ 2 bilhões, em duas épocas distintas: os três primeiros foram realizados ainda na década de 1980, e o quarto constituiu uma retomada, já no século 21, em 2008. Agora, o quinto apresenta números muito mais modestos, tendo em vista que Indiana Jones e a Relíquia do Destino pouco ultrapassou a faixa de US$ 150 milhões até o momento.
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O fato é que em poucas ocasiões um ator e um personagem se misturaram de tal modo como ocorre com Indiana Jones e Harrison Ford. Ainda mais por isso, sobressai a evidência de que tanto o criador quanto a criatura envelheceram, o que não significa qualquer demérito, e sim a consciência de que o quinto filme da série funciona mesmo como arremate desta jornada.
Para as atuais e as futuras gerações, ficará como relíquia a própria caminhada de Indiana Jones, e de suas missões, ao longo das quatro décadas, em que registrou (e testemunhou) mudanças revolucionárias na história da civilização.
Um passeio no tempo
O quinto filme da série Indiana Jones, com Harrison Ford no papel do herói, um arqueólogo aventureiro, leva o espectador para o final dos anos 60. Estamos em 1969 e o mundo vive o frisson que cerca a Corrida Espacial. Até por conta dessa ambientação, a produção constitui uma oportunidade valiosa para que as atuais gerações tomem mais contato com temas e tensões que faziam parte daquela época específica, em meados do século 20.
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Indiana Jones, octogenário, está muito preocupado com o fato de o governo norte-americano ter recrutado ex-nazistas (em um tempo ainda muito marcado pelo clima da Guerra Fria que se seguiu à traumática Segunda Guerra Mundial) para que ajude a nação a superar a União Soviética na competição para chegar antes ao espaço. Afilhada de Jones, Helena (papel de Phoebe Waller-Bridge) o ajudará em missão para se apoderar de um artefato valioso, e que poderá desequilibrar a corrida a favor do lado que o tiver em mãos.
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