Nas últimas semanas, o que mais se ouvia nos telejornais e se lia em jornais e sites da internet era sobre a disparada da cotação do dólar. Enquanto especialistas diziam que a causa era a falta ou perda de confiança do “mercado” no Brasil porque o governo federal estava gastando demais ou que o presidente Lula estava falando bobagens e reclamando sem motivos do aumento dos juros pelo Banco Central; outros diziam que era pura especulação de investidores.
O fato é que, sem que houvesse alguma mudança significativa, o dólar voltou à cotação de R$ 5,75. Parece que quem elegeu a especulação como causa principal da disparada do dólar estava certo, ainda mais que, conforme pesquisa do UOL, 95% das previsões do tal de “mercado”, que ninguém sabe quem é, acabam sendo erradas.
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Com a taxa dos juros básicos da SELiC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) mais alta – a segunda mais alta do mundo -, e dólar nas alturas, a inflação voltou com força, sendo mais sentida em alguns itens de alimentação. O presidente sugeriu que as pessoas deixassem de comprar itens mais caros e adquirissem outros mais baratos. Na verdade, as pessoas já fazem isso: nesses dias, por algum motivo, o abacate, por exemplo, estava sendo vendido, em mercados locais, por R$ 35,00 o quilo. Era comum ver as pessoas, vendo o preço, devolverem a fruta à respectiva gôndola.
Neste contexto, Reinaldo Domingos, criador da DSOP Educação Financeira postou o vídeo Selic, inflação, combustível – 5 passos para lidar com aumento de preço, disponível no youtube, em que sugere como se preparar paras manter o equilíbrio financeiro neste tempo de inflação mais alta:
Já o orçamento da DSOP usa a metodologia que visa os sonhos. É formatado da seguinte maneira:
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Ganhos:
4) Definir estratégias para reduzir gastos e realizar sonhos: na reunião familiar, revisar gastos, identificando excessos e desperdícios que geralmente existem no dia a dia e que passam despercebidos; na mesma reunião, apurar os sonhos individuais e coletivos, respondendo a algumas questões:
Muitas pessoas, principalmente políticos de oposição, criticaram e até ridicularizaram a fala do presidente para que os consumidores trocassem produtos mais caros por outros mais baratos. Tem quem pensa que não cabe ao presidente da república fazer esse tipo de comentário. Entretanto, mesmo não gostando do presidente Lula ou até tendo raiva dele, não deixa de ser uma sugestão que pessoas de bom senso já praticam e educadores financeiros recomendam.
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Achar que a inflação é apenas decorrente do excesso de gastos do governo federal, como afirmou o presidente da Câmara, Hugo Motta, é ignorar, por preguiça de pensar ou outro motivo, às vezes até inconfessável, de que existem outras variáveis como problemas climáticos que podem reduzir a oferta de algum produto ou o próprio consumidor que não faz a sua parte, comprando produtos que estão com preços bem acima do usual. No caso do abacate, por exemplo, citado anteriormente, que, nas últimas semanas, estava custando R$ 35,00 o quilo, ontem podia ser comprado a menos de R$ 9,00 o quilo. Talvez com algum caso pontual, todos sobreviveram sem o abacate durante alguns dias.
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