Nos últimos dias, foi preciso realizar podas drásticas nas árvores que tombaram no trecho onde ocorre a revitalização da Floriano
A Prefeitura de Santa Cruz do Sul encaminhou, no final da tarde dessa quinta-feira, 20, a resposta e os laudos solicitados pelo Ministério Público. O Município tinha 48 horas, a partir da tarde de quarta-feira, 19, para apresentar as medidas e decisões a serem adotadas quanto ao andamento das obras de revitalização e ampliação do calçadão da Marechal Floriano.
A documentação será analisada ainda nesta sexta-feira, 21, pelo promotor Érico Barin. Nela, a procuradora-geral do Município, Tricia Schaidhauer, reiterou que a retirada das tipuanas tombadas ou dos exemplares que ofereçam riscos à população vai ocorrer somente por orientação dos técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Defesa Civil.
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Além disso, conforme o ofício, os laudos apresentados por esses órgãos são favoráveis à continuação das intervenções, com a devida cautela no trecho entre a Júlio de Castilhos e a 28 de Setembro.
A Procuradoria-Geral do Município (PGM) enfatizou ainda que, embora tenha sido prevista e licenciada a retirada de quatro árvores para as obras, a Prefeitura não adotaria essa prática. Tal medida não seria mais necessária, conforme a administração municipal, devido à readaptação do projeto original. Desde que as tipuanas ficaram inclinadas e precisaram ser suprimidas nos últimos dias, técnicos do Município têm acompanhado a situação. O objetivo, segundo a PGM, é prevenir novas ocorrências e garantir a segurança dos pedestres, uma vez que a rua onde estão as plantas tem grande fluxo de pedestres e carros.
O Ministério Público instaurou um inquérito civil para investigar e prevenir danos ambientais pela supressão das tipuanas no Túnel Verde. Também pediu a paralisação das obras até a apresentação de pareceres técnicos.
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Além disso, o promotor solicitou ao Gabinete de Assessoramento Técnico (GAT) do MP, assim como à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). uma vistoria no local. De acordo com Barin, a equipe do GAT esteve no trecho na manhã de ontem. Ele aguarda o parecer do gabinete para análise.
“A partir daí, decidirei os próximos atos do Ministério Público. Vindo algum laudo ou parecer ambiental que ateste que as obras podem prosseguir sem risco de novas quedas de tipuanas, iremos apenas monitorar, prosseguindo a investigação em relação aos motivos das quedas e extrações já ocorridas”, ressaltou.
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