Mudou toda a diretoria, a comissão técnica e a maioria dos jogadores, porém a fotografia do Internacional dentro de campo é igual ao final do ano passado, sem sangue e sem vontade. Não vejo como solução trocar o técnico porque já perdi as contas de quantos comandaram o Internacional sem apresentar uma evolução competitiva. No início, o discurso era que o vestiário tinha o comando do D’Alessandro. Ele foi embora, voltou e nada mudou.
Até quando
Não é apenas a derrota para o Vila Nova que acende a crise colorada. Perder faz parte do jogo. O que preocupa é o baixo rendimento da equipe e a incerteza do técnico em definir um time titular. Guto Ferreira treina uma equipe e no dia joga outra. Para o jogo em Goiás parecia certo um sistema 4-3-3 com William Potker, Nico López e Diego. Nico ficou no banco.
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O que todos nós sabemos é a falta de qualidade no meio de campo, que torna o setor totalmente incapaz de enfrentar os seus adversários. A esperança é a chegada de Camilo para uma solução imediata. Com o passar dos jogos começam a aparecer as falhas da defesa. Contra o Vila Nova ninguém escapou. A lateral esquerda continua desocupada. Na direita, Cláudio Winck só reclama, faz falta e joga pouco. Danilo Silva não precisava ter voltado.
No embalo, Victor Cuesta e Uendel entram na roda. A chegada de Leandro Damião pode trazer mais um lado carismático do que acréscimo ao time. Tomara que eu esteja errado. Amanhã, no Beira-Rio, provavelmente teremos mais mudanças. Poderia vir com vitória.
Em São Paulo
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Após a bela vitória na Bahia sem Luan e Pedro Geromel, mas com uma grande atuação do Fernandinho, o Grêmio enfrenta o São Paulo, que começa a retomar sua identidade de grande clube, sob o comando de Dorival Júnior. O Luan volta, mas o Fernandinho permanece. O Renato pode alterar alguma coisa, mas não é do seu feitio fazer alterações desnecessárias. Tudo indica que Geromel também volta à equipe ao lado de Kannemann, formando a melhor zaga brasileira do momento.