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Contrabando

Terceira fase da Operação Huno apura fraude de mais de R$ 17 milhões

ATUALIZADO ÀS 11H45

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 22, a terceira fase da Operação Huno, que combate o mercado clandestino de cigarros. Agentes federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em três municípios gaúchos: Porto Alegre (01), Passo Fundo (01) e Santa Cruz do Sul (02). São apurados delitos de gestão temerária e obtenção fraudulenta de financiamento, envolvendo dirigentes de uma instituição financeira e um empresário do Vale do Rio Pardo.

Há suspeita de que tenha havido liberação indevida de recursos para as empresas administradas pelo empresário do ramo fumageiro. Somente uma das empresas investigadas teria obtido empréstimos em valores superiores a R$ 17 milhões. “Mesmo sendo devedor tributário, empresas que ele administra conseguiu vultuosos empéstimos bancários. Estamos tentando estabelecer uma coerência. Não é normal. Nessa situação deve ter havido uma facilitação e a gente quer saber como foi e qual o motivo”, explicou o delegado da Polícia Federal em Santa Cruz, Gustavo Schneider, em entrevista à Rádio Gazeta. 

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No cumprimento dos mandados em Santa Cruz, foram arrecadados telefones celulares, notebooks, extratos bancários, contratos e documentos associados a empresas e pessoas relacionadas com a situação. O material será levado para Porto Alegre para serem periciados e analisados. O inquérito está em segredo de Justiça.


Foto: Bruno Pedry

A Operação

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A Operação Huno, uma força-tarefa da Polícia Federal, Receita Federal e Procuradoria da Fazenda Nacional, foi deflagrada em 5 de novembro de 2015 nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pará.

Na oportunidade, foram mobilizados 200 policiais federais, 84 servidores da Receita Federal e quatro procuradores da Fazenda Nacional para cumprir 14 mandados de prisão e 50 de busca, além da determinação judicial do sequestro/arresto de 59 imóveis, 47 veículos e contas bancárias, patrimônio que totaliza aproximadamente R$ 79 milhões.

Os ilícitos abrangiam associação criminal, receptação, falsificação de documentos, sonegação fiscal, exportação irregular de fumo, contrabando de cigarros, adulteração de produtos entregues a consumo e pirataria de marcas registradas.

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Em uma segunda etapa, desencadeada em 31 de março de 2016, foram cumpridos nove mandados de busca nos municípios de Santa Cruz do Sul, Vera Cruz e Venâncio Aires e presas sete pessoas por envolvimento em esquema de roubo de carga de fumo processado.

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