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Educação

Olimpíada de Astronomia e Astronáutica abre inscrições para 19ª edição

A comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB) abriu esta semana inscrições de escolas públicas e particulares de todo o país para a décima nona edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). No ano passado, o evento reuniu 837 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio de quase dez mil escolas.

“Vamos ver se conseguimos ultrapassar essa marca”, disse hoje o astrônomo João Batista Garcia Canalle, coordenador nacional da olimpíada e professor do Instituto de Física da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

Na última edição da OBA foram distribuídas 46 mil medalhas, aumento de 7% na comparação com 2014. “Todo mundo gosta de ganhar medalha. Na educação também. O incentivo e a premiação são fundamentais”, afirmou Canalle. Segundo ele, embora o número de medalhas concedidas no ano passado seja grande, elas representaram apenas 5% de alunos premiados. “Mesmo assim, dá para fazer a festa em muita escola.”

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Apesar de os ensinos fundamental ou médio não dispor de professor formado em astronomia, para Canalle a OBA é a olimpíada que mais atrai alunos, excluindo a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e a Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP). Isso demonstra um interesse natural do aluno e do professor “pela mais antiga das ciências, que é a astronomia, e pela mais nova, que é astronáutica, que está levando periscópios e naves para outros planetas”.

De modo geral, a OBA procura colaborar com a formação do professor, fornecendo material didático e orientando atividades práticas, que podem ser feitas durante o dia e também atividades noturnas que podem ser feitas em casa com os pais.

O objetivo da olimpíada é aumentar o interesse das crianças e adolescentes pelas ciências espaciais. “É popularizar a astronomia e a astronáutica.” Conforme Canalle, esses são conteúdos pouco presentes nos livros didáticos. No passado, eram incluídos nos livros de geografia. Com as mudanças ocorridas ao longo do tempo, eles foram se espalhando por ciências, geografia e física.

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Apesar disso, o coordenador nacional da OBA disse observar um número maior de páginas com esses conteúdos nos livros didáticos, “e de melhor qualidade, porque hoje é mais difícil encontrar erros grosseiros conceituais de astronomia, o que mostra que os autores e as editoras estão mais preocupados com a correção dos conteúdos”.

De acordo com Canalle, embora a meta da OBA não seja acompanhar o desenvolvimento do aluno depois que ele sai do ensino médio, a coordenação tem conhecimento de vários exemplos de estudantes que decidiram cursar engenharia aeroespacial e também astronomia. “Isso acaba ocorrendo porque o aluno, em contato com essas ciências, descobre que é interesse dele, que existe astronomia profissional no Brasil, que existem também atividades aeroespaciais e que essas são áreas onde ele terá emprego.”

As inscrições serão encerradas dia 13 de março. Elas podem ser feitas no site da entidade. Os exames ocorrerão em uma única fase, no dia 13 de maio, na própria escola do aluno, no horário que a direção julgar mais conveniente. A olimpíada é dividida em quatro níveis, sendo três para o ensino fundamental e um para o ensino médio. Os professores têm um mês para corrigir as provas e enviar os dados para a coordenação nacional da OBA. O resultado oficial sairá em outubro.

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