Junho teve melhor índice de crescimento em 2016 para venda de veículos no Estado

08/07/2016 18:10:21
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O mês de junho surpreendeu positivamente o setor da distribuição de veículos. O que poderíamos chamar de, uma redução da piora pode conter, de forma oculta, a informação de que o mercado começa a dar sinais de que o pior já passou. Mesmo o crescimento não tendo sido dos mais expressivos, o resultado aponta o primeiro mês do ano com índices de crescimento para todos os segmentos da distribuição de veículos no RS.

Em relação ao mês de maio, em junho houve um crescimento de 7,94% no RS enquanto que no Brasil foi de 0,41% negativo no geral. No comparativo com junho de 2015 os números são negativos com redução de 17,70% no RS e de 19,05% no Brasil. As vendas também são negativas quando se avalia o período frente ao mesmo número de meses do ano passado. No semestre, o Estado registrou uma redução 24,23% e no Brasil  a redução foi de 21,51%. Destaque para autos que cresceu 6,09% em relação a maio e comerciais leves com taxa de 19,23% de crescimento frente ao mês anterior.

O  Sincodiv/Fenabrave–RS avaliou junto as lideranças do setor, os motivos que teriam contabilizado os números positivos no mês de junho.

Para o vice-presidente Ambrósio Pesce Neto, a capacidade ociosa na indústria abriu espaço para uma singela recuperação no mês de junho e que já foi sentida no aumento dos níveis de confiança do consumidor. O novo governo assumiu, ainda em caráter temporário, mas parece já ter reduzido a paralisia política.

Aduz o vice-presidente Tarso Zanatta, o mês de junho teve 22 dias úteis (julho tem 20 dias úteis) e este é um dado importante para a distribuição de veículos. Os números apontam para uma possível queda menor nas vendas acumuladas, estimadas pelo setor, caso o segundo semestre se concretize com vendas maiores, como normalmente acontece.

Para o diretor, Paulo Siqueira, três fatores poderiam ser responsáveis pelo desempenho de junho, a instabilidade política fez as vendas pararem, a saída da Presidenta Dilma Housseff trouxe uma relativa estabilidade. Entre as razões econômicas o diretor citou que, pela primeira vez depois de 15 meses consecutivos, o PIB parou de cair e ainda, a questão de que este aumento é insignificante no todo, porém parece significativo frente aos atuais números de vendas.

Já o diretor Rafael Cestari, parte do movimento do mês recaiu sobre  o trabalho das montadoras em potencializar suas participações de mercado com produtos e condições mais atraentes e que certamente aumentou o share de algumas marcas.

O diretor Aroldo Pietta, destacou o lançamento de determinados produtos com características off-road, que tem caído no gosto do consumidor e reforçou que as vendas, principalmente, para o segmento de comerciais leves nos últimos dez dias do mês.

O delegado de Pelotas, Realdir Furtado afirmou que o dólar estabilizado e os investimentos da indústria automotiva auxiliaram no aumento da confiança do cliente  e destacou o movimento da rede em não perder possibilidades de negócios nas concessionárias,  em especial em ambiente virtual, uma nova tendência para o setor. 

O delegado de Santa Maria, Marcelo Saccol acredita que começam a aparecer os primeiros sinais de uma super safra que já movimenta a economia do RS. Para o setor o segundo semestre ainda será difícil, quando a redução na produção das montadoras afetará o resultado. Quando se entra em uma crise demora um pouco para a indústria adequar o volume de produção gerando estoques e quando o mercado apresenta algum crescimento também é preciso algum tempo para retomar a produção. Mas o delegado acredita que em função do setor primário o Estado gaúcho será responsável por um percentual positivo para o setor.

O ex-presidente e conselheiro Renato Bellotti, não acredita numa recuperação a curto prazo, principalmente do setor de novos, e vê o mês de junho como um efeito represado de uma recuperação de maio que foi muito ruim, em função da paralização do país. Como alternativa, Bellotti destaca o bom desempenho do setor de seminovos, que possui uma carência de veículos entre 25 e 40 mil e no setor de peças e serviços que continua aquecido.

O presidente das entidades, Fernando Esbroglio enfatiza o excelente desempenho da safra, destaque para arroz, soja e milho, movimentaram a economia gaúcha. O mercado está mais favorável e beneficiado pela participação de fundos de investimentos no mercado das commodities agrícolas. 

Fernando também ressaltou que para um bom desempenho da economia e consequentemente do setor automotivo, será preciso que o novo governo seja capaz de empreender um ajuste fiscal e criar espaço para o relaxamento da política monetária reconquistando a confiança do consumidor.

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