Raiva: uma doença grave que pode matar

21/09/2017 10:47:52
Foto: Divulgação

Dia 28 de setembro é comemorado o Dia Mundial Contra a Raiva, uma doença grave que atinge os animais e os seres humanos e pode matar rapidamente. Trata-de de uma campanha internacional e é uma iniciativa da Aliança para o Controle da Raiva (entidade não-governamental com sede na Escócia, que tem por finalidade empreender campanhas por todo o mundo com o fim de incentivar o combate à doença), com o apoio Organização Mundial de Saúde, e uma homenagem a Louis Pasteur, que desenvolveu a primeira vacina eficaz contra a raiva e faleceu em 28 de setembro. A data foi comemorada pela primeira vez em 2007.

A raiva é uma zoonose infecciosa aguda causada por um vírus e compromete o sistema nervoso central. De acordo com Daniela Baccarin, médica veterinária e gerente de produtos da unidade Pet da MSD Saúde Animal, “os cães e gatos podem contrair a doença pelo contato com ratos ou morcegos e, uma vez infectados, podem facilmente transmiti-la aos humanos pela saliva e até por arranhões, sendo a mordida a forma mais comum de transmissão”.

A doença não tem cura e pode levar a vítima – animal ou humano – ao óbito em menos de sete dias. “Nos animais, provoca comportamento agressivo, dilatação das pupilas, hipersalivação, dificuldade para engolir, irritação, alteração na forma de andar natural, contrações musculares faciais e paralisia dos membros”, explica Daniela.

Por não existir tratamento, a prevenção é a única maneira de combater a raiva, e ela é feita por meio da vacinação periódica. A médica veterinária orienta: “A recomendação é que os animais sejam vacinados anualmente contra a doença, a partir do quarto mês de vida, e que estejam saudáveis ao serem vacinados, para que a imunização seja efetiva”.

O Brasil apresenta índices reduzidos da doença, graças às ações de conscientização da população sobre a importância da prevenção, ao controle dos transmissores, à vacinação, à vigilância epidemiológica e aos procedimentos de defesa sanitária. Ainda assim, é importante ter cuidado em locais que podem abrigar ratos, morcegos e outros animais infectados que, por consequência, podem transmitir a raiva, como nas zonas rurais, por exemplo.

É muito importante que os proprietários de pets mantenham visitas regulares ao médico veterinário e a vacinação em dia e, caso observem algum comportamento diferente nos animais, consultem o especialista de sua confiança.

Postado por MICHELLE TREICHEL- michelle@gazetadosul.com.br
Gazeta Grupo de Comunicações
Rua Ramiro Barcelos, 1206 | Santa Cruz do Sul - RS
(51) 3715-7800 | portal@gaz.com.br
Desenvolvido e Mantido por
Equipe de TI Gazeta Grupo de Comunicações