Saiba mais sobre a Hepatite Infecciosa Canina (HIC)

10/04/2017 16:27:40
Foto: Divulgação

O vírus da hepatite também pode afetar o organismo de cães. Segundo o médico-veterinário Marco Aurélio Campos Martins, do Laboratório Veterinário Mundo Animal, o tipo de hepatite mais comum nesses animais, que provoca a inflamação do fígado e pode levá-lo à degeneração, é a Hepatite Infecciosa Canina (HIC). “A HIC, também conhecida como Doença de Rubath, é transmitida pelo adenovírus canino 1 (CAV-1) e, se não tratada a tempo, pode levar o animal a óbito em poucos dias”, explica.

O veterinário alerta que a transmissão do vírus pode acontecer por meio do contato direto de um animal saudável com outro que já esteja doente. “Se houver o contato com a urina, as fezes e a saliva, entre outras secreções, e também com objetos utilizados e contaminados pelo animal doente, as chances de contrair a doença são maiores”, comenta Martins, que também esclarece que não existe uma predileção de raça ou sexo para que o vírus se aloje com mais facilidade, mas cães filhotes são mais propensos a contraí-lo.

Sintomas e consequências

A doença pode permanecer encubada no animal por até sete dias. Após esse período, os sintomas podem variar de acordo com o grau da doença, mas em geral o animal apresenta opacidade da córnea, vômito, diarreia, sensação excessiva de sede, produção de urina em maior quantidade, ascite (acúmulo anormal de líquido no abdômen), icterícia (coloração amarelada da pele e mucosa), e alterações neurológicas. E não é raro que os sintomas da hepatite sejam confundidos com os da cinomose.

A anorexia, a perda de peso e a letargia, que é caracterizada pela perda temporária dos movimentos, também estão relacionados. “Caso não haja o tratamento adequado, o pet pode vir a óbito”, afirma. “E a única forma de detectar a doença é por meio de exame de sangue”, completa.

Prevenção e tratamento

A forma mais eficiente de prevenção da HIC é a vacina polivalente, a mais importante para os cães. É indicada também a desinfecção dos locais onde o animal vive com vapor quente ou desinfetantes à base de amônia, e a desfeita de alguns objetos do pet. “Vasilhas e potes de ração não devem ser compartilhados entre dois cães ou mais”, afirma.

O tratamento em cães HIC deve ser sintomático e de suporte, ou seja, aquele que amenizará os sintomas da doença. Fluidoterapia, administração de antibióticos para evitar infecções secundárias e dietas específicas também são indicados.

“Não há um tratamento específico para a HIC, mas os sintomas decorrentes da doença devem ser tratados. A utilização de medicamentos para recuperar e proteger o fígado é essencial. Quanto mais cedo forem feitos o diagnóstico e o tratamento, menor será a chance de o animal apresentar alguma sequela”, diz. O veterinário lembra que o animal pode ser curado da doença, mas poderá eliminar o vírus pelas secreções por vários meses após a recuperação, podendo contaminar outros animais.

Postado por MICHELLE TREICHEL- michelle@gazetadosul.com.br
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