Como reabilitar e cuidar de um cão agressivo?

21/11/2016 15:36:23
Foto: Diivulgação

A agressividade é uma questão séria enfrentada por donos de pets e que pode ter causas diversas. É comum que animais que tenham sido vítimas de maus-tratos fiquem agressivos, mas, ao contrário do que muitos pensam, essa não é a única causa possível para esse problema de comportamento.

“Há diversos motivos e graus de agressividade de um cão e, para um diagnóstico adequado, é preciso fazer um estudo detalhado do comportamento do animal. Por meio da observação da forma com que o cão reage e interage com pessoas, outros animais e estímulos, é possível identificar a causa”, explica O adestrador e especialista em comportamento animal Cleber Santos, que está à frente da equipe ComportPet.

Independentemente de o animal ser de pequeno ou de grande porte, o especialista alerta que um comportamento hostil sempre envolve riscos e pode causar transtornos para os donos e para a sociedade em geral. “Por isso, antes de tentar controlar a agressividade do animal, os tutores devem contar com o auxílio de um profissional, que ficará atento aos sinais, entenderá a raiz da agressividade e tratará imediatamente, junto com o dono, com carinho e técnicas corretas”, afirma.

O especialista cita alguns sinais de agressividade, aos quais é importante ficar atento se o cachorro:

  • Mantêm as orelhas voltadas para trás e não abana a cauda;
  • Rosna quando alguém se aproxima dele, da sua comida ou de objetos que gosta, como brinquedos;
  • Late muito ao ouvir barulhos ou ao ver pessoas ou animais estranhos;
  • Não gosta de brincar nem de ser acariciado;
  • Apresenta comportamento antissocial, ficando muito tempo isolado.

Causas

O especialista indica algumas das possíveis causas para a agressividade:

Dominância: Pode ocorrer quando os donos não conseguem mostrar ao cão quem é o líder, ou seja, que quem manda é o dono e não o cachorro. Os cães, assim como membros de qualquer matilha, precisam seguir um líder. Quando não conseguem identificar uma presença que se torne referência para eles, assumem a liderança, ficando mais agressivos.

Medo: Cachorros com medo podem reagir agressivamente. Quando o cachorro está sob estresse e se sente sem saída – como ao levar um susto ou receber castigo corporal severo – ele pode reagir com violência. Por isso, o cão nunca deve ser repreendido com agressão ou gritos. “Agir dessa forma é um grande erro, pois, além de não educar o cão, o dono ainda estimula a agressividade do animal”, explica Cleber Santos.

Marcação de território: Pode acontecer quando uma pessoa ou outro animal chega perto de um determinado objeto do cão, como brinquedo, comida, sua cama ou casinha. "O ideal é demonstrar ao cão que não precisa ficar defendendo um determinado objeto. Para isso, é indicado, por exemplo, recompensá-lo com petiscos sempre que ele se mantiver calmo quando alguém se aproximar de seus objetos ou de seu território.”

Reabilitação

Uma vez observados os sinais e feito o diagnóstico, que deve se feito por um profissional especializado em cuidados com os pets, Cleber Santos explica que a terceira etapa é partir para a reabilitação do animal. “Isso pode ser feito usando diversas técnicas de adestramento, socialização, treinos de obediência e musicoterapia, uma ferramenta que utiliza a música e a cada dia vem sendo mais utilizada para acalmar os animais”, ele explica.

De acordo com o especialista, exercícios de obediência ajudam o cachorro a entender que o dono é o líder, o que ajudar a diminuir a agressividade. "São hábitos que devem ser incorporados no dia a dia. Ou seja, quando sair para um passeio, o cão deve ser ensinado a não puxar, por exemplo. O próprio adestramento básico, de início, já ajuda a tornar o cão mais obediente”.

Comunicação

Outra questão importante, segundo Cleber, é a comunicação. “Muitas vezes o dono nem percebe, mas não se comunica com seu cão de forma adequada, e o mau comportamento do animal é resultado disso. A agressividade dos cães pode ser uma forma de chamar a atenção”, comenta.

Por fim, segundo ele, é fundamental que os donos dos animais participem de todo o processo de reabilitação, pois eles também aprenderão a lidar melhor com seu cão. “O comportamento do dono se reflete no comportamento do animal, e a mudança de comportamento do animal vai depender, entre outros fatores práticos, da nova postura do dono. É um processo gradual e que exige comprometimento.”

Postado por MICHELLE TREICHEL- michelle@gazetadosul.com.br
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